Com as longas filas e os relatos de demora no atendimento da rede pública, contratar um convênio médico tem sido cada vez mais considerado por quem deseja proteger a própria saúde, a da família ou a dos funcionários. Porém, ao pesquisar, muitas pessoas se deparam com termos difíceis e, por não entenderem como funciona o plano de saúde, acabam desistindo ou confiando cegamente na opinião de terceiros.
Por isso, nós, da NF Corretora de Seguros, elaboramos este guia, que explica as principais particularidades dos planos de saúde, para que você esteja bem informado na hora da escolha e saiba exatamente o que está contratando no Rio de Janeiro ou em qualquer outro lugar do país.
1. O que é um plano de saúde?
O plano de saúde é um contrato pelo qual uma operadora, mediante pagamento mensal, garante ao beneficiário acesso a consultas, exames, terapias, internações e outros procedimentos em uma rede de prestadores. Os planos privados ganharam espaço como complemento ao Sistema Único de Saúde (SUS), que é universal e gratuito, mas enfrenta grande demanda. No Brasil, o setor é regulado pela Lei 9.656/98 e fiscalizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Para comercializar um plano de saúde, as operadoras precisam cobrir, no mínimo, o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS correspondente à segmentação contratada. Esse rol é a lista de consultas, exames, terapias, cirurgias e tratamentos de cobertura obrigatória, revisada periodicamente. Além disso, as operadoras devem manter uma rede de hospitais, clínicas, laboratórios e profissionais credenciados para atender os beneficiários.
É importante saber que, dentro da mesma segmentação, todas as operadoras devem cobrir os procedimentos do rol e podem oferecer coberturas extras, mas nunca menos do que o exigido. O que mais faz o preço variar é onde o beneficiário será atendido, ou seja, o padrão da rede de hospitais e laboratórios credenciados, além da abrangência geográfica, do tipo de acomodação e da existência de coparticipação e reembolso.
2. Por que os planos de saúde são caros?
Muitas pessoas que decidem contratar um plano de saúde se desanimam ao conhecer os valores, que podem ser elevados, mas existe uma razão para isso. Os planos são caros porque os procedimentos médicos que eles cobrem têm custos altos: um parto, uma cirurgia ortopédica ou alguns dias de internação em UTI na rede particular podem custar o equivalente a muitos anos de mensalidade. Além disso, a incorporação de novas tecnologias, o envelhecimento da população e o aumento da frequência de uso pressionam os custos.
Apesar de não ser barato, o plano de saúde funciona como um mutualismo: o risco é dividido entre muitos beneficiários e o custo é pago de forma fracionada, todo mês. Além disso, existem muitas operadoras e produtos com preços variados, e é bem provável que um deles se encaixe no seu orçamento e no seu estilo de vida.
Confira o comparativo de planos de saúde, com suas variações de benefícios e características.
3. Quais são os tipos de plano de saúde?
Parte essencial para entender como funciona um plano de saúde é conhecer os tipos de contratação. Basicamente, os clientes procuram planos para si mesmos, para a família ou para a empresa, e cada caso se encaixa em uma modalidade: individual ou familiar, coletivo por adesão ou coletivo empresarial.
Individual
Se você quer contratar apenas para você, saiba que hoje poucas operadoras vendem planos individuais; a maioria concentra a oferta em modalidades coletivas. A primeira opção é contratar com uma operadora que ofereça plano de saúde individual. A vantagem dessa modalidade é que o reajuste anual tem teto definido pela ANS e a operadora não pode rescindir o contrato unilateralmente, exceto por fraude ou inadimplência. Em contrapartida, a oferta é menor e muitos produtos têm abrangência regional.
Outra opção, se você tem vínculo com um sindicato, conselho ou associação profissional, é entender como funciona o plano de saúde por adesão. Nesse caso, a contratação é intermediada por uma administradora de benefícios. A vantagem é o acesso a mais operadoras e produtos. A desvantagem é que, além da mensalidade, pode haver taxa de associação à entidade e, em alguns casos, taxa da administradora; e o reajuste anual não tem teto da ANS.
Familiar
Muitas pessoas estranham, mas para ter um plano de saúde familiar você também pode contratar a modalidade PME (pequena e média empresa). Para isso, é preciso ter um CNPJ ativo, inclusive de MEI, e um mínimo de 2 ou 3 pessoas no plano, dependendo da operadora, sendo uma delas o titular ou sócio da empresa.
A grande vantagem é ter acesso a mais operadoras, muitas vezes com valores menores do que os das modalidades individuais equivalentes. Se você não tem CNPJ, há duas possibilidades: contratar por adesão, caso tenha vínculo com uma entidade de classe, ou contratar a modalidade individual ou familiar.
Empresarial
O PME atende famílias e pequenas empresas, normalmente com até 29 vidas, embora algumas operadoras estendam essa faixa até 99 vidas. Para empresas maiores, a partir de 30 vidas, existem tabelas e condições próprias do plano de saúde empresarial; em contratos maiores, a operadora faz um estudo do perfil dos funcionários, como idade e histórico de uso, para definir os valores. Nos empresariais com 30 vidas ou mais, quem entra em até 30 dias da contratação ou da admissão não cumpre carência.
Oferecer plano de saúde é um dos benefícios mais valorizados pelos colaboradores e ajuda a atrair e reter talentos. Veja as vantagens do plano de saúde empresarial para a sua equipe.
4. O que é a cobertura dos planos de saúde?
Como falamos acima, os convênios devem cobrir o rol de procedimentos da ANS, mas existem diferentes segmentações de cobertura.
No plano ambulatorial, você tem acesso a consultas, exames, terapias e atendimentos de urgência que não exijam internação. No plano hospitalar, a cobertura é de internações e procedimentos realizados durante a internação. O plano mais comum é o ambulatorial mais hospitalar, que reúne consultas, exames e internações. Existe ainda o plano referência, o mais completo exigido por lei, com acomodação em enfermaria.
Se o seu plano cobre obstetrícia, você tem direito a pré-natal, parto e atendimento ao recém-nascido nos primeiros 30 dias. Outra escolha a ser feita é o tipo de acomodação em caso de internação: enfermaria (quarto compartilhado) ou apartamento (quarto individual).
A abrangência do plano também é importante: ela pode ser municipal, por grupo de municípios, estadual ou nacional. No Rio de Janeiro, por exemplo, há produtos que atendem apenas a capital e alguns municípios da Grande Rio e outros com rede em todo o país. Algumas categorias mais altas oferecem também assistência em viagens internacionais.
5. O que é rede credenciada?
A rede credenciada é formada pelos hospitais, laboratórios, clínicas e profissionais nos quais você pode ser atendido pelo plano. Se você tem um estabelecimento de preferência do qual não abre mão, confirme se ele faz parte da rede do produto escolhido, na acomodação contratada e para o tipo de atendimento que você precisa (pronto-socorro, internação, maternidade).
Quanto mais renomados forem os hospitais da rede, mais caro tende a ser o plano. No Rio de Janeiro, hospitais como Copa D'Or, Pró-Cardíaco e Samaritano costumam aparecer apenas nas categorias superiores dos planos. O segredo é escolher uma rede com os hospitais que você realmente usa, onde já confia na equipe médica e que oferecem os tratamentos de que você precisa, perto de casa ou do trabalho. Veja mais em hospitais no Rio de Janeiro.
6. O que é o reembolso?
Algumas operadoras e produtos oferecem o reembolso para quem deseja ser atendido por um profissional ou serviço que não faz parte da rede credenciada. Em geral, o reembolso não é integral: a operadora devolve o valor previsto na tabela de reembolso do contrato, que pode ser menor do que o valor pago.
Os limites de reembolso são definidos por cada operadora e produto e constam no contrato; normalmente, quanto mais alta a categoria do plano, maior o valor reembolsado. Independentemente do produto, a lei garante reembolso em casos de urgência e emergência quando não for possível usar a rede. Saiba mais no nosso guia sobre reembolso de plano de saúde.
7. O que é coparticipação?
Coparticipação é um modelo em que, além da mensalidade, o beneficiário paga uma parte do custo de alguns procedimentos que utiliza, como consultas, exames e terapias. Não se trata de pagar duas vezes: a mensalidade fica mais baixa justamente porque parte do custo é paga no momento do uso. Os percentuais e os eventuais tetos por procedimento são definidos pela operadora e devem constar no contrato, e a ANS não permite coparticipação que funcione como fator restritor severo ao acesso.
Na prática, o plano com coparticipação costuma ter mensalidade menor do que o mesmo plano sem coparticipação, o que vale a pena para quem usa o plano com pouca frequência. Em muitos produtos, a coparticipação incide sobre consultas e exames, mas não sobre internações; confira a regra do plano escolhido.
Contudo, essa opção não é indicada para todos. Se você ou seus dependentes usam muito o plano, como costuma ocorrer com idosos, bebês e pessoas em tratamento contínuo, a opção sem coparticipação pode sair mais em conta no fim do mês.
8. O que é carência?
A carência é o período que você precisa aguardar, após a contratação, para usar determinados procedimentos do plano. Os prazos máximos são definidos em lei, e as operadoras podem liberar o uso antes do fim desses prazos; é comum, por exemplo, que consultas e exames simples sejam liberados após 30 dias.
- Urgência e emergência: 24 horas;
- Consultas, exames, terapias e internações: até 180 dias;
- Parto a termo: até 300 dias;
- Doenças e lesões preexistentes declaradas: cobertura parcial temporária de até 24 meses.
Para doenças preexistentes, durante a cobertura parcial temporária, ficam suspensos apenas cirurgias, leitos de alta tecnologia e procedimentos de alta complexidade relacionados à doença declarada, por até 24 meses. Para qualquer outra condição de saúde, o uso do plano segue as carências normais.
Na obstetrícia, a gestante pode fazer as consultas e exames de pré-natal assim que cumpridas as carências desses procedimentos e tem cobertura em caso de complicações e parto prematuro, tratados como urgência. Para o parto a termo, a carência pode ser de até 300 dias. Leia mais no guia sobre carência de plano de saúde.
9. Como funciona o reajuste dos planos de saúde?
Existem dois tipos principais de reajuste. O primeiro é por mudança de faixa etária: nos planos contratados a partir de 2004 são dez faixas e, quando o beneficiário passa de uma para outra, a mensalidade pode aumentar conforme os percentuais previstos no contrato. A primeira faixa vai de 0 a 18 anos e a última é a de 59 anos ou mais; a partir dela, não há mais reajuste por idade.
O segundo é o reajuste anual, que reflete a variação dos custos médicos e hospitalares e a frequência de uso. Nos planos individuais e familiares, a ANS divulga todo ano o percentual máximo, aplicado no mês de aniversário de cada contrato. Nos planos coletivos, empresariais e por adesão, o reajuste é aplicado no aniversário do contrato coletivo, conforme as regras negociadas.
O assunto é polêmico porque o teto da ANS vale apenas para os planos individuais e familiares. Nos coletivos, o percentual é calculado pela operadora com base nos custos e na utilização do contrato ou, para contratos com menos de 30 vidas, do agrupamento de contratos da operadora, e por isso varia de empresa para empresa. Veja mais em quais são os reajustes de plano de saúde.
10. Como deixar o plano de saúde mais barato?
Saber como funciona um plano de saúde ajuda a entender por que ele pode ficar mais caro ou mais barato, dependendo das suas escolhas. Para deixar o plano mais barato, você pode:
- Contratar com CNPJ, inclusive como MEI;
- Escolher uma rede credenciada regional, que atenda os municípios onde você realmente vive e trabalha;
- Optar pela acomodação em enfermaria;
- Contratar um plano com coparticipação, se você usa pouco o convênio.
Quer mais ideias? Veja as dicas para contratar um plano de saúde pagando menos.
O que pode encarecer o seu plano
- Rede credenciada nacional ou cobertura internacional;
- Acomodação em apartamento;
- Plano sem coparticipação;
- Hospitais de alto padrão na rede;
- Reembolso com limites mais altos.
11. Como contratar um plano de saúde?
Agora que você tem essas informações, esperamos que se sinta mais seguro para contratar o seu plano de saúde. O próximo passo é falar com um corretor de confiança e contar quais serviços, hospitais e regiões são importantes para você, para que ele envie uma cotação com as opções mais adequadas.
Avalie bem as opções e escolha a que melhor se encaixa no seu orçamento e no seu estilo de vida. Depois, envie a documentação solicitada de todas as pessoas que serão incluídas, como documento de identidade, CPF, comprovante de residência e, conforme a modalidade, comprovante de vínculo com a empresa ou entidade e carteirinha do plano anterior em caso de portabilidade. Preencha a declaração de saúde com atenção, leia todos os pontos do contrato e não hesite em perguntar se algo deixar dúvida.
Contratar um convênio médico não precisa ser uma dor de cabeça. Basta entender e ficar atento às informações sobre como funciona um plano de saúde para que essa experiência seja muito mais fácil e tranquila. Na NF Corretora, preço, rede e carências são confirmados na cotação antes da assinatura.
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Conteúdo informativo da NF Corretora de Seguros, revisado em outubro de 2026. O portal é mantido pela NF Corretora de Seguros, corretora autorizada. Preços, rede credenciada, carências e regras de contratação são definidos pelas operadoras e podem mudar; confirme as condições do produto e do seu município na cotação.























